quinta-feira, 31 de março de 2011

DEU NO JORNAL FLUMINENSE

Tamanho da fonte: A- A+ Por: Fernanda Pereira 30/03/2011
Wolney Trindade está em busca de recursos para reativar Centro de Monitoramento da Guarda. Imagens de algumas ruas do Centro e Icaraí serão captadas em tempo real
As ações de combate ao crime em Niterói receberão reforço tecnológico. O Centro de Monitoramento da Guarda Municipal, inaugurado em 2005 e atualmente inoperante, deverá ser reativado pela Prefeitura até o fim do ano.
Projeto da secretaria de Segurança e Controle Urbano busca financiamento junto ao Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) para aquisição de 30 câmeras de segurança que deverão ser instaladas nas principais ruas do Centro, como Avenida Amaral Peixoto, Visconde do Rio Branco e Barão do Amazonas, além de vias de Icaraí como Moreira César, Gavião Peixoto e Miguel de Frias.
O secretário da pasta, Wolney Trindade, informou que nos próximos dias vai se reunir com o prefeito Jorge Roberto Silveira e com membros do Conselho Comunitário de Segurança de Niterói para tratar do assunto. Como as câmeras serão doadas, caberá ao Governo Municipal apenas a manutenção dos equipamentos e o pagamento do pessoal, estimado segundo o secretário, em torno de R$ 60 mil mensais.
“Acho até pouco para a segurança que isso pode gerar. Nada que se gaste na área de saúde, educação e segurança pode ser considerado exagero. Porque são essas áreas que garantem a qualidade de vida das pessoas”, avalia.
Segundo o secretário, a verba será utilizada para a manutenção dos equipamentos, instalação de novos televisores e recuperação na estrutura física do prédio, que fica na Rua Cadete Xavier Leal, no Centro. Garantirá também o pagamento de pelo menos 48 guardas municipais para operar o sistema 24 horas, levando em consideração o período de trabalho de 6 horas diárias e as escalas de folga. Parte dos 100 guardas que serão contratados esse ano por concurso público deverão atuar no local.
Wolney informou ainda que vai encaminhar ofício ao comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, solicitando que ele treine esses guardas para que aprendam a identificar situações de perigo. O secretário quer ainda que a Central tenha uma linha direta com o batalhão, além da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV) e delegacias regionais para agilizar as ações da polícia. Wolney fez críticas ao sistema utilizado anteriormente.
“Tínhamos uma linha telefônica comum e sempre que nossos guardas viam algo suspeito, entravam em contato com a Central 190 da PM. Muitas vezes, as atendentes não sabiam onde ficava Niterói. Tínhamos que dar uma série de informações e até a polícia ser enviada ao local, o criminoso já tinha fugido. Quero um telefone que quando a gente tire do gancho, já esteja falando com a sala de operações do 12º BPM”, ressalta.

Central - Apesar de apoiar a iniciativa, o comandante Paulo Henrique Moraes, informou que os órgãos precisam dialogar mais.
“Temos que evitar esses esforços paralelos e agirmos de maneira conjunta. Essa semana, eu e o secretário José Mariano Beltrame conversamos com a Câmara de Niterói a respeito de um Centro de Monitoramento que englobe Defesa Civil, Secretaria de Trânsito, Guarda Municipal e Polícia Militar, a exemplo do Centro de Operações instalado na cidade do Rio. Eu ofereci um espaço no 12º BPM e os vereadores estão esboçando um projeto. A partir daí, vamos pleitear investimentos privados. Se todos agirmos juntos poderemos ter grandes conquistas”, defendeu.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Niterói, Sebastião da Silva, informou que esse projeto precisa ainda ser aprovado pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) e que isso precisa ser feito o quanto antes. O Conselho se reunirá nesta quinta-feira para tratar alguns pontos do projeto.
“O Centro de Monitoramento pode ser muito útil para a cidade, desde que atenda a critérios técnicos. As Câmeras não podem ser instaladas aleatoriamente e muito menos atendendo a interesses individuais. O papel do Conselho será acompanhar o processo para garantir que os pontos monitorados sejam escolhidos de acordo com a mancha criminal da cidade”, explica.
Abandono – Inaugurado em janeiro de 2005, pouco tempo depois o espaço, segundo o secretário, começou a sofrer sucateamento. Das 19 câmeras instaladas na época, apenas três estão funcionando, sendo que duas delas captam apenas a movimentação na rua onde funciona a central. A terceira ainda possui imagens da estação das Barcas, na Avenida Rio Branco. Outros cinco televisores mostram apenas uma tela preta.
“As câmeras foram sendo destruídas aos poucos. Algumas por acidentes de trânsito, outras por falta de manutenção e teve uma que foi retirada durante as obras do corredor viário na Alameda São Boaventura, que não voltou pro lugar. Dos poucos funcionários que restaram, apenas cinco ficaram no local para garantir a segurança do espaço”, conta Wolney.


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