domingo, 24 de abril de 2011

É preciso investir na educação básica, respeitando os indicadores da educação

É preciso investir na educação básica, respeitando os indicadores da educação
.por Sebastião Da Silva Silva, domingo, 24 de abril de 2011 às 09:38.Um dos maiores problemas enfrentado na área de capacitação profissional é a baixa escolaridade de nossos jovens.Principalmente os grupos que vivem em vulnerabilidade social.Segundo os indicadores,muitos abandonam as escolas antes de completar o ensino fundamenta.O que temos hoje são jovens no mercado informal do trabalho,ou regrutado pelo narcotráfico.A profissionalização de nossos jovens é importante.Agora mais importante ainda é mante-lo na escola.Mas para que isto aconteça é preciso investir na educação básica,investimento este de todas as ordens.

Formação continuada dos professores,dentro do seu horário de trabalho,implantação do Plano Nacional de Educação,compatível com a realidade do país e suas demandas.Monitoramento e controle nas aplicações dos recursos do FUNDEB,e outras medidas que tornem a escola atraente.As escolas não acompanhou as evoluções técnológicas onde estes jovens estão inceridos.Usa-se ainda método arcáico na educação,o que contraria e afasta os jens das escolas.

A escola não pode e não deve ser simplismente um local onde as crianças passam a maior parte do tempo ociosa.Hora por falta de professores,que por ter baixa remuneração estão abandonando a profissão,principalmente nas escolas públicas,onde os grupos em vulnerabilidade social são os mais prejudicados.A idéia que temos hoje é que as escolas pública são locais onde as crianças vão para poderem fazer aquilo que muitas das vezes não conseguem fazer em casa que é fazer as suas refeições.Acredito que a presidenta Dilma deve estar atenta a esta realidade.É inadimissível que o Governo despreze os indicadores da educação,que aponta justamente ao contrário da proposta da Presidenta,que é investir na educação básica.Tenho esperança que a presidenta Dilma vai rever sua posição.Afinal ela foi eleita com um número de voto expressivo,justamente do segmentos vulneráveis socialmente.

Sebastião da Silva [Tião Cidadão] Niterói,24/04/2011

Dilma lançará programa para dar ensino técnico a 3,5 milhões de trabalhadores até 2014

Geralda Doca e Martha Beck Tamanho do texto A A A

BRASÍLIA - Para enfrentar um dos maiores desafios da área educacional no país, a qualificação técnica e profissional, o governo lançará nos próximos dias o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec), um plano ambicioso que será executado pelos ministérios da Educação, da Fazenda e do Trabalho. O programa prevê, entre outras medidas, treinamento de alunos do ensino médio, de profissionais reincidentes no uso do seguro-desemprego e de beneficiários do programa Bolsa Família, além de incentivos a empresas privadas para formação de seus quadros. A meta é capacitar 3,5 milhões de trabalhadores até 2014, começando este ano com 500 mil.



EDUCAÇÃO : Governo já autorizou contratação de mais 2.800 professores



A iniciativa será lançada pela presidente Dilma Rousseff, em cerimônia no Palácio do Planalto. É a primeira ação concreta de seu governo para tentar solucionar o problema da falta de mão de obra qualificada no país, agravada com o crescimento da economia e da demanda por obras e serviços. Por isso, o foco será nos setores mais carentes de profissionais especializados, como construção civil, tecnologia da informação e serviços (hotelaria e gastronomia, por exemplo).



Porta de saída para o Bolsa Família



A ideia de incluir os beneficiários do Bolsa Família é uma resposta às críticas de que o programa não oferece portas de saída, ou seja, não oferece condições para que as pessoas deixem de ser dependentes da ajuda do governo federal. Serão qualificados 200 mil beneficiários do programa nos próximos quatro anos, de acordo com escolaridade, faixa etária e demanda de trabalho no local onde moram as famílias.



Os cursos de formação serão realizados por institutos federais de ensino técnico, escolas estaduais e pela rede do Sistema S - os serviços nacionais dos grandes setores econômicos, como os da indústria (Senai) e do comércio (Senac). O Programa de Financiamento Estudantil (Fies) será ampliado para o ensino técnico. Os empresários que tiverem interesse em oferecer capacitação a seus funcionários poderão se credenciar. Os alunos terão acesso a financiamentos com taxas de juros mais baixas.



O Pronatec será criado por projeto de lei, porque altera várias regras, como a do seguro-desemprego, por exemplo. Como o governo tem pressa, a proposta deverá ser enviada ao Congresso com pedido de tramitação em regime de urgência. Ações já desenvolvidas pelo governo na área educacional, como a expansão das escolas técnicas federais, foram reforçadas e incluídas no Pronatec. Será anunciada a criação de mais 120 centros de formação. O Estado do Rio terá pelo menos quatro novas unidades.



Também fará parte do Pronatec o programa Brasil Profissionalizado, do Ministério da Educação. A intenção do governo é aumentar o repasse de recursos aos governadores que quiserem ampliar, reformar ou construir escolas estaduais de ensino profissionalizante. O governo do Estado do Rio vai assinar convênio com a União para fazer parte do programa.



O Brasil Profissionalizado começou a ser implementado em 2008 e repassou verba federal para reforma e ampliação de 543 escolas estaduais de ensino técnico e construção de outras 176. Para este ano, está programado o repasse de R$ 320 milhões. Até 2014, deverão ser formados nessas escolas 186,7 mil alunos.



O Pronatec prevê também forte ampliação da parceria com o Sistema S em todo o país, tanto na formação de alunos do ensino médio quanto no treinamento de trabalhadores beneficiários do seguro-desemprego, gratuitamente. A meta fixada para o Sistema S prevê que, a cada ano, 115 mil estudantes e 270 mil desempregados passem pela rede.



Segundo uma autoridade do governo envolvida na elaboração do programa, a qualificação dos beneficiários do seguro-desemprego vai começar de forma gradual, porque não há condições (de infraestrutura e de número de professores) para atender a todo o contingente de trabalhadores. Em 2010, receberam o seguro-desemprego 7,4 milhões de trabalhadores.



Inicialmente, o curso será destinado aos reincidentes no uso do seguro, que serão encaminhados pelas Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs), pelas agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine) ou pela Caixa Econômica Federal, que paga o benefício. O foco nos setores de construção civil e de serviços está relacionado às grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e aos eventos da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas do Rio, em 2016.



Já a formação técnica em tecnologia da informação se explica pelo fato de que a informática está presente em praticamente todas as profissões atualmente e é importante no plano brasileiro de aumentar o grau de inovação na economia. A demanda nessa área é crescente, de 70 mil profissionais por ano.











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sexta-feira, 22 de abril de 2011

AUMENTA O ÍNDICE DE CRIMINALIDADE EM NITERÓI E MARICÁ

Enquanto dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam redução de crimes no Estado, registros nos municípios de Niterói e Maricá sobem e não acompanham queda

Os números de roubos a coletivos em Niterói e Maricá saltou 80% em fevereiro deste ano se comparado ao mesmo período do ano passado. Os casos de roubo de veículos cresceram 31% e o de assaltos a estabelecimentos comerciais subiram 36% nesses dois municípios. Os dados são do último balanço da criminalidade divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio. Niterói e Maricá também não acompanharam a tendência de queda dos índices de homicídios do estado do Rio.

Enquanto os números estaduais de mortes violentas caíram 23,5%, Niterói e Maricá apresentaram uma escalada de 46% nesses índices.

Em fevereiro de 2011 foram registrados 19 homicídios na região, contra 11 no mesmo período do ano passado. A maioria dos casos ocorreu na área da 82ª DP (Maricá), que teve sete ocorrências. Os demais aconteceram na jurisdição das seguintes delegacias de Niterói: 76ª DP (Centro), com duas ocorrências; 78ª DP (Fonseca), com quatro casos; 79ª DP (Jurujuba), com dois registros e 81ª DP (Itaipu), com quatro. As tentativas de homicídios também apresentaram aumento de 30% na região.

“Os números chamam atenção porque este ano o carnaval (época em que tradicionalmente ocorrem mais crimes) ocorreu em março e não em fevereiro como em 2010”, alega o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, para tentar justificar os números.

Ele também afirma que mudanças na forma de captação dos dados também teriam contribuído para o aumento no número de crimes. “Esse ano, o ISP passou a considerar os autos de resistência (morte em confronto com a polícia) como letalidades violentas. No ano passado, esses índices ainda eram apresentados separadamente. Das 19 mortes apresentadas pelo ISP em fevereiro de 2011, 8 foram autos de resistência”, acrescenta sem explicar por quê, apesar de também serem atingidos por essas variantes, demais municípios apresentaram queda nos indicadores de violência.

A escalada da violência da cidade parece não ter freio. Em março, um crime brutal ocorreu na Região Oceânica, área de jurisdição da 81ª DP. Na ocasião, a decoradora Amaly Olympia de Vasconcelos Taiul, de 53 anos, foi morta a pedradas quando dormia em sua residência, na Rua Frei Orlando, em Piratininga. Um pedreiro que prestou serviço para a vítima foi preso dias depois acusado do homicídio.
O rapaz de 19 anos, aparentando problemas mentais, teria revelado detalhes do crime ao então delegado da distrital, Adílson Palácio.





O FLUMINENSE

quarta-feira, 20 de abril de 2011

"EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO!"

Sylvio Guedes, editor-chefe do Jornal de Brasília...
critica o cinismo dos jornalistas, artistas e intelectuais ao defenderem o fim do poder paralelo dos chefes do tráfico de drogas.
Guedes desafia a todos que tanto se drogaram nas últimas décadas que venham a público assumir : "Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro". Leia o artigo na íntegra.
Eles ajudaram a destruir o Rio.
É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro. Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.
Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente. Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barezinhos de Ipanema e Leblon.
Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias.
Quanto mais glamoroso o ambiente, quanto mais supostamente intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco.
Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca e brasileira, por extensão.
Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato.
Festa sem cocaína era festa careta. As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto.
Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou. Onde há demanda, deve haver a necessária oferta.
E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das drogas.
Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastacueras, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade.
Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim, tolerado.
São doentes os que consomem. Não sabem o que fazem.
Não têm controle sobre seus atos. Destroem famílias, arrasam lares, destroçam futuros.
Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes:

"EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO!"



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